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quarta-feira, 21 de agosto de 2013
sexta-feira, 27 de abril de 2012
LIVRO DE ALMIR NOGUEIRA DA COSTA
MAIS DETALHES NO BLOG MOSSORÓ ANTANHO E CONTEMPORÂEO
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
ACADEMIA AREIA-BRANQUENSE DE LETRAS
A reunião ocorreu no Ivipanim Clube, onde durante algum tempo foram debatidos os meios para funcionamento da academia, os tipos de ações que norteariam a instituição e os critérios para ampliação do quadro de membros, além da escolha dos patronos. Todos concordaram que se tratava de um momento histórico para a cidade.
A academia, a princípio, funcionará com dez membros, que foram convidados levando-se em consideração a importância de suas obras e seu envolvimento com a literatura. A composição, no total, será de 40 membros efetivos e perpétuos. Para cada uma das quarenta cadeiras, os fundadores efetivados dia 22 irão escolher posteriormente seus ocupantes.
Os dez primeiros imortais fundadores da recém-criada Academia Areia-branquense de Letras, bem como os membros da diretoria da instituição, são os seguintes:
Cadeira 1 - Rogério Edmundo de Souza (presidente); Cadeira 2 - José Jaime Rolim (vice-presidente); Cadeira 3 - José Francisco Ferreira (secretário); Cadeira 4 - Máximo Júnior Rebouças (diretor de Informação); Cadeira 5 - Francisco Ventura (diretor de Documentação); Cadeira 6 - Wilson de Souza Dantas; Cadeira 7 - Antônio Silvério da Silva (vogal); Cadeira 8 - José Narcízio Rebouças; Cadeira 9 - Dário Lima; Cadeira 10 - Luciano Oliveira (Conselho Fiscal).
Na oportunidade foram convidados para participar da academia como Membros Honorários, as seguintes pessoas: Naelson Oliveira de Souza (chefe de Gabinete Civil da Prefeitura de Areia Branca), Paulo César Garção (secretário municipal de Administração), George Araújo (marítimo), Ricardo Edmundo de Souza (servidor público), Francisco Antônio de Souza, "Catitonho" (professor), Ana Karine Rolim (servidora pública), José Erivan da Silva (radialista) e Antônio Silvério Filho (educador).
Ficou definido que em novembro haverá a segunda reunião da academia, para indicação e escolha, desta feita pelos imortais, de mais dez membros vitalícios. As reuniões ocorrerão sucessivamente até que as 40 cadeiras sejam todas ocupadas.
De acordo com o seu presidente, Rogério Edmundo, a Academia Areia-branquense de Letras tem como objetivo contribuir para o fortalecimento cultural do município, preservando a riqueza literária dos que partiram e revelando valores vivos.
FONTE - O MOSSOROESE (17/10/18720, EDITADO EM MOSSORÓ
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
30 DE SETEMBRO - DATA MAIOR DOS MOSSOROENSES
Cento e vinte e seis anos depois, Mossoró é uma cidade marcada pelo desenvolvimento urbano e avanço na qualidade de vida de seu povo, conquistas que condizem com o ideal libertário de sua gente. Numa análise histórica é fácil perceber que o símbolo da liberdade comemorado todos os anos pelos mossoroenses está diretamente ligado à figura pioneira que o município teve desde o seu começo. Da coragem e determinação de mossoroenses simples e ilustres nasceram ideias e atitudes inovadoras, que deixaram o nome da capital do Oeste potiguar marcado na história do Estado e do País. Neste caderno especial traçamos um paralelo entre o pioneirismo e o papel libertário da cidade.
No aspecto histórico destacamos atos importantes como o primeiro voto feminino, feito da professora mossoroense Celina Guimarães; a garra e coragem de Ana Floriano, líder do movimento conhecido como o motim das mulheres; a abolição dos escravos e o orgulho de sermos a única cidade a expulsar o temido cangaceiro Virgulino Ferreira, o “Lampião”, e sua cabruêra.
Na política contamos a história de Wilma de Faria e Rosalba Ciarlini, duas mossoroenses que com competência e inteligência política alçaram voos importantes até conquistarem respeito e espaços privilegiados na política nacional. A primeira é a única mulher, até o momento, a ocupar o cargo de governadora do Rio Grande do Norte, enquanto a segunda foi a primeira mulher a ocupar a Prefeitura de Mossoró, em 1989, e também a primeira mulher a ocupar o cargo de senadora da República, pelo Estado do Rio Grande do Norte.
Na área da saúde vamos mostrar um exemplo que dá gosto. A força da solidariedade dos mossoroenses na luta pela construção do primeiro hospital especializado no tratamento do câncer na cidade. Uma unidade que deve 90% de sua existência às contribuições voluntárias de empresários, comerciantes e cidadãos comuns que acreditam que para ajudar o próximo basta vontade. Destacamos ainda a iniciativa de criação das Unidades de Pronto Atendimento (UPA) como projeto modelo de saúde pública, que em poucos anos de funcionamento já atraiu o interesse da prefeitura da capital do Estado, que vai usar a experiência mossoroense como ponto de partida para a construção dessas unidades em Natal.
Abrimos espaço também para revelar o pioneirismo da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) como a primeira instituição do país a ganhar, a partir do nome, autoridade para gerar conhecimento capaz de atuar na solução de problemas específicos do semiárido brasileiro. E por falar em Ufersa, lembramos um pouco da história de seu principal fundador, professor Vingt-un Rosado Maia – responsável pela criação da Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM), transformada na Ufersa, e sua Coleção Mossoroense, uma das iniciativas mais ricas na produção de periódicos e obras do Brasil.
Todos os exemplos mostrados nas reportagens revelam que liberdade se conquista de várias formas e, através de suas iniciativas pioneiras, o povo mossoroense aprendeu a deixar sua marca registrada na história.
Ao longo dos seus 139 anos, Mossoró construiu um legado de pioneirismo, resistência e bravura, fazendo com que sua gente se orgulhe de fatos históricos como o primeiro voto feminino, a resistência ao bando de Lampião, o motim das mulheres que impediu que maridos e filhos fossem recrutados para a Guerra do Paraguai e principalmente pela Libertação dos Escravos, cinco anos antes da Lei Áurea.
Esse fato aliás, fez com que os mossoroenses elegessem o 30 de setembro como a data maior do Município, com direito a feriado e desfile. A festa que praticamente substituiu a emancipação da cidade é comemorada com muita festa e orgulho cívico.
Foi exatamente em 30 de setembro de 1883, que o presidente da Sociedade Libertadora Mossoroense, Joaquim Bezerra da Costa abre sessão solene no 1º andar do prédio da Câmara Municipal, onde hoje é o Museu com a seguinte declaração: "Livre o Município de Mossoró da mancha negra da escravidão". Além dos abolicionistas, os salões da câmara estavam lotados de populares.
De acordo com o historiador Geraldo Maia, depois da sessão, a festa tomou conta da cidade. "A cidade ficou em festa pelo feito histórico e pioneiro. Além da alegria, as pessoas estavam orgulhosas", destacou.
Uma curiosidade destacada pelo historiador é que Mossoró, particularmente nunca foi uma cidade escravocrata. Possuía apenas 153 escravos em 1862, para uma população livre de 2.493 indivíduos.
"Estaticamente o percentual era insignificante. A cidade não tinha engenhos; cuidava do gado e para isso não precisava de muitos braços", justificou.
Segundo Geraldo, os escravos comprados em Mossoró eram remetidos para Fortaleza e dali para as províncias do sul. Para o historiador, esse tipo de comércio despertou o sentimento de piedade pelos cativos.
Devido ao ato libertário e aos fatos de pioneirismo, o mossoroense começou a incorporar o sentido Terra da Liberdade, e expressa isso de várias formas.
O espetáculo Auto da Liberdade (que excepcionalmente não será encenada esse ano) é o maior exemplo disso. A peça encenada ao ar livre e que retrata esses fatos históricos já integrou o livre dos recordes como o maior espetáculo de rua do mundo.
O espetáculo esse ano acabou sendo integrado ao Cortejo da Liberdade- que também é outra manifestação de orgulho mossoroense. O desfile cívico-cultural realizado no dia 30, nem de longe lembra o 7 de setembro- Independência do Brasil que em Mossoró se resume a um desfile cívico com pouca participação.
"O mossoroense participa do 30 de setembro de uma forma impressionante. Foi a data que a cidade escolheu como a mais importante e por isso ficou", comentou o secretário municipal da Cidadania, Francisco Carlos.
Os mossoroenses poderiam ter escolhido três datas para comemorar o aniversário da cidade: 5 de agosto (autorização para construção da Capela de Santa Luzia-marco do arraial); 24 de janeiro (data da instalação da 1ª Câmara Municipal) ou 09 de novembro quando a vila foi elevada a cidade.
Novidade: Cortejo absorve Auto da Liberdade
O cancelamento do espetáculo Auto da Liberdade deste ano não acabou com a essência do evento. O Cortejo da Liberdade, desfile cívico-cultural que acontece no dia 30 de Setembro e que fecha a programação da liberdade, acabou absorvendo a ideia do espetáculo de uma forma toda particular e original.
Com o tema "O Auto nas Ruas", o desfile se propôs a contar a história da cidade em um grande espetáculo, reunindo patriotismo e arte.
"Como o espetáculo esse ano não foi feito, nós da gerência, juntamente com a classe artística, resolvemos levar para o cortejo um pouco dessa história de maneira diferente: coreografada e encenada. É uma forma de compensar a lacuna e resgatar o trabalho que vinha sendo construído há dez anos. No cortejo, os atores serão condutores da história", afirmou a gerente Executiva da Cultura, Clézia Barreto.
Cerca de duas mil pessoas participam do desfile, que é dividido em dois momentos. O primeiro é a parte cívica, com desfile militar do Tiro de Guerra 07/010, Polícia Militar, Banda de Música da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Getran, além dos Desbravadores, Grupo de Escoteiros, fanfarra da Escola Municipal Raimunda Nogueira do Couto, representação da rede municipal de ensino e das Lojas Maçônicas.
A segunda parte é a cultural. Nela, atores, atrizes, dançarinos, estudantes e população em geral desfilam referenciando os quatro momentos históricos dos mossoroenses: o Motim das Mulheres; Abolição dos Escravos; Resistência a Lampião e o 1º Voto Feminino. O desfile será conduzido por uma única música de autoria de Danilo Guanais e que costumeiramente encerrava o espetáculo Auto da Liberdade.
O desfile tem comissão de frente, carro abre-alas, quatro carros-cenários e 25 alas. Cerca de R$ 200 mil foram investidos no evento, que é considerado um dos mais importantes da cidade, já que a data faz menção à Libertação dos Escravos, que em Mossoró aconteceu cinco anos antes da assinatura da Lei Áurea.
Para tudo sair como planejado, os trabalhos no barracão instalado no antigo galpão de Zé Agostinho, no bairro Pereiros, estão acelerados. Desde o dia 1º de setembro, cinco aderecistas, dois figurinistas, uma cenógrafa, 10 costureiras e 10 homens de apoio trabalham até tarde para tudo sair perfeito.
O secretário da Cidadania, Francisco Carlos Carvalho, destaca que o Cortejo da Liberdade é uma das principais manifestações cívico-culturais da cidade e que por isso merece todo reconhecimento.
"O desfile do 30 de Setembro é belo. A participação e o envolvimento da população chegam a emocionar", falou o secretário.
"Alistai-vos, mulheres mossoroense, a fim de contribuirdes para o progresso do vosso município, do vosso Estado, do vosso Brasil. Hoje é um dia de hosanas para o Rio Grande do Norte". Com essa mensagem estampada em panfletos, a educadora Celina Guimarães conclamava as mulheres pelas ruas de Mossoró a exercerem seu direito de votar nas eleições gerais do Rio Grande do Norte em 1928.
Nessa época, ela já havia se tornado referência no país por ter sido a primeira mulher a ter o direito de voto em toda a América Latina. A entrada no pedido de inclusão do seu nome no alistamento eleitoral aconteceu um mês depois de sancionada a Lei de nº 660, de 25 de outubro de 1927, pelo então governador José Augusto Bezerra de Medeiros.
O então governador regulamentou o fim da "distinção de sexo" para o exercício do voto e que impedia o voto feminino no Estado. Em 25 de novembro de 1927, há exatos 82 anos, Celina dava entrada com seu pedido e teve naquele mesmo dia autorização do juiz Israel Ferreira Nunes, então juiz eleitoral de Mossoró, em substituição ao dr. Eufrásio de Oliveira.
É importante ressaltar que a primeira mulher a requerer a inclusão no alistamento eleitoral não foi Celina. Um dia antes dela, a professora Júlia Alves Barbosa entrou com o pedido em Natal, porém teve seu despacho retardado pelo juiz pelo fato de ser solteira.
Mesmo tendo gravado seu nome na história e sendo considerada uma mulher a frente do seu tempo, Celina chegou a confidenciar ao escritor Walter Wanderley que a intenção de solicitar o seu alistamento na verdade partiu do seu marido, o professor e advogado Eliseu Viana.
"Eu não fiz nada. Tudo foi obra de meu marido, que empolgou-se na campanha de participação da mulher na política brasileira e, para ser coerente, começou com a dele, levando meu nome de roldão. Jamais pude pensar que, assinando aquela inscrição eleitoral, o meu nome entraria para a história. Até o cartório de Mossoró, onde me alistei, botou uma placa rememorando o acontecimento. Sou grata a tudo isso que devo exclusivamente ao meu saudoso marido", disse Celina em entrevista a Walter, escritor da biografia de Eliseu Viana.
Não se sabe ao certo qual era a atuação de Celina pelos direitos políticos e civis das mulheres antes da Lei estadual e antes do primeiro voto feminino. Mas, são muitos os relatos que mostram que Celina Guimarães era uma mulher à frente de seu tempo e que muitos de seus feitos, especialmente como educadora, acabaram sendo esquecidos ou encobertos pela "fama do primeiro voto feminino".
Quem a conheceu de perto sabe que ela era uma mulher de fibra e acima de tudo uma educadora competente que adorava desafios.
O escritor Walter Wanderley foi uma das poucas pessoas que conseguiram registrar o lado profissional e familiar de Celina. Em seu livro "Eliseu Viana - O Educador", ele mostra o dinamismo da natalense que veio para Mossoró em 1914 lecionar no Grupo Escolar 30 de Setembro.
Um dos episódios mais inusitados da professora foi o fato dela ter aceito treinar um grupo de meninos de bairro que queriam aprender futebol em 1917.
"Certa manhã, dona Celina apareceu na Praça do Moinho, ou da Escola Normal, de livro na mão e apito na boca, cercada de meninos desejosos de aprender o novo esporte. Decidida, ela mandou que colocassem duas pedras, numa distância de quatro metros de cada lado e passou a dividir a garotada", narrou o escritor, acrescentando que como o futebol daquela época era em inglês, a professora além de explicar as regras do jogo, tinha que ensinar a garotada a tradução dos off-side, córner-kick, foul, entre outros termos.
A pesquisadora mossoroense Conceição Medeiros tem hoje um rico material bibliográfico e pessoal de Celina, que inclui certidão de nascimento e casamento dela, bem como fotos do álbum de família.
O pesquisador e historiador Geraldo Maia também possui amplo material que conta a vida de Celina Guimarães e de seu esposo, Eliseu Viana. Ele conta que um dado interessante e que pouca gente conhece é que, apesar de letrada e pioneira, Celina também era submetida aos costumes machistas da época. Até sua conta pessoal no Banco do Brasil só era movimentada com autorização do marido.
No livro "O Banco do Brasil em Mossoró - 1918 - 1998 - 80 anos", de Francisco Obery Rodrigues, Fundação Vingt-un Rosado, na página 36, há uma observação sobre isso: "Destaco o depósito efetuado por Celina Guimarães Viana, feito em 22/09/1920, no valor de 300.000 reis. Dona Celina era casada com o Dr. Eliseu Viana e foi a primeira eleitora do Brasil. Não havia, porém, autorização para movimentar a conta."
O campo da política também tem sido palco de muitos feitos importantes envolvendo personagens mossoroenses. Da terra do sal e do petróleo saíram duas mulheres que colocaram seus nomes na história da política potiguar e nacional. Wilma de Faria e Rosalba Ciarlini entraram na política enfrentando o descrédito de muitos, mas a inteligência e capacidade de ambas tornaram possível feitos realizados somente por homens, até então.
Em 1988, numa campanha política acirrada contra Laíre Rosado – favorito nas pesquisas – a pediatra Rosalba Ciarlini foi eleita a primeira mulher a ocupar a Prefeitura de Mossoró. A ampla maioria de votos anunciava que a partir dali surgia um mito. Depois da primeira gestão no Poder Executivo Municipal (1989-1992), a pediatra voltaria a vencer as eleições municipais mais duas vezes e administrar a cidade em duas gestões. (1997-2000) e (2001-2004).
Em 2006 outra conquista. Com o reconhecimento do trabalho em todo o Rio Grande do Norte, a mossoroense foi eleita senadora da República pelo Rio Grande do Norte, tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo no Estado.
História semelhante tem Wilma Maria de Faria. Nascida em Mossoró, passou a maior parte da vida no Seridó potiguar. Professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Wilma de Faria começou a trajetória política também em 1988, quando venceu a eleição para a Prefeitura de Natal, cidade que administrou por três mandatos, em 1988, 1996 e 2000, quando foi reeleita no primeiro turno.
Em 1986 foi a primeira deputada federal, cuja atuação recebeu nota 10 do Diap, orgão que avalia o desempenho dos parlamentares.
Em 2002, mesmo desacreditada pela maior parte dos setores políticos do Estado, concorreu ao Governo do Estado e surpreendeu a todos, vencendo a eleição, com 61% dos votos no segundo turno e 300 mil de maioria. Em 2006, foi reeleita para administrar o Estado por mais quatro anos.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
MUSEU DO SERTÃO – MOSSORÓ
O museu foi criado em 2007 pelo professor BENEDITO VASCONCELOS MENDES, ex-diretor da antiga ESAM e atual UFERSA. O museu dispõe de artefatos de madeira, ferro, palha, minério, peles e outros materiais, compostos por peças residenciais, industriais e instrumentos diversos. Estes últimos, criados muitas vezes pela necessidade, e, por vezes, visando atender as mais diversas profissões representadas e com soluções para a comunidade residente e valente do nosso nordeste brasileiro, reconstituindo nossas raízes ao longo dos séculos.
Doando-se por inteiro a sua idéia, disponibilizou um sítio, comprado com recursos próprios, a 6 Km da cidade de Mossoró, na localidade de Lagoinha, com o nome de Rancho Verde, o qual seria para qualquer mortal um local de lazer com a família e com os amigos nos finais de semana, para ali eternizar as coisas do sertão. Misturando sua vontade com o apoio da dedicada esposa, abriu mão de sua tranqüilidade, e por diversos finais de semana promove encontros com estudantes, pesquisadores e visitantes, visando atendê-los da melhor maneira possível.
PERFIL DO CRIADOR DO MUSEU DO SERTÃO
Benedito Vasconcelos Mendes,natural de Sobral-CE, nascido a 31 de agosto de 1945, filho Francisco Milton Mendes e de Maria José Vasconcelos Mendes.Casado com MARIA JOSÉ DE ANDRADE MENDES, pai dos seguintes filhos: ANTONIS TELY ANDRADE, FRANCISCO MILTON MENDES NETO, LIANA MENDES DE SABOYA e CAMILA ANDRADE MENDES DE MEDEIROS.É considerado como o maior professor, pesquisador conferencista científico, renomado nacionalmente e internacionalmente de toda a história universitário de Mossoró. Ele possui graduação em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal do Ceará (1969), mestrado em Microbiologia Agrícola pela Universidade Federal de Viçosa (1975) e doutorado em Agronomia (Fitopatologia) pela Universidade de São Paulo (1980). Atualmente é professor adjunto IV da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, atuando principalmente nos seguintes temas: recuperação de áreas degradadas, desenvolvimento sustentável e meio ambiente. Foi professor titular e diretor da antiga Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM), hoje Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA). Foi um dos fundadores do Curso de Mestrado em Meio Ambiente e Desenvolvimento da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), onde atualmente desempenha a função de professor. Ex-presidente da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), ex-chefe geral da EMBRAPA MEIO NORTE, em Teresina-PI, ex-presidente da Fundação de Pesquisa Guimarães Duque e atual Superintendente Federal de Agricultura no Estado do Rio Grande do Norte. No começo da década de 1980, quando ocupou o cargo de presidente da EMPARN, inovou a pesquisa agropecuária nordestina, com diferentes temas, quando introduziu, para pesquisa de adaptação, plantas e animais de desertos, entre eles o elande, o órix chifre-de-cimitarra e o ovino caracul, e iniciou, no Brasil, a criação de animais nativos (emas), com finalidades social, econômica e ecológica. Na então ESAM, criou o CEMAS (Centro de Multiplicação de Animais Silvestres), onde foram iniciados trabalhos de domesticação de ema, caititu, tejo, preá, mocó, cutia e capivara. Publicou vários livros sobre o desenvolvimento regional, entre eles: Alternativas tecnológicas para a agropecuária do Semi-Árido (Ed. Nobel, São Paulo), Plantas e animais para o Nordeste (Ed. Globo, Rio de Janeiro) e Biodiversidade e desenvolvimento sustentável do Semi-Árido (editado pela SEMACE, Fortaleza-CE).
ACESSE JOTA MARIA
domingo, 23 de agosto de 2009
ACADEMIA NORTE-RIO-GRANDENSE DE LETRAS

VEJA A HISTÓRIA COMPLETA DA ACADEMIA NORTE-RIO-GRANDENSE DE LETRAS NO LINK "COISAS POTIGUARES"
Rumo à luz
Rua Mipibu, 443 – Tirol – Fone: 3221-1143
DA FUNDAÇÃO A ACADEMIA NORTE-RIO-GRANDENSE DE LETRAS-ANRL foi fundada por um grupo liderado por Luis da Câmara Cascudo. Apesar de Cascudo referir a data de 15 de novembro de 1937 como estando a Academia regularmente instalada, no Instituto de Música, a data da sua fundação é considerado 14 de novembro de 1936, ocasião em que foi lavrada a primeira ata.
A primeira Diretoria ficou constituída desta maneira: PRESIDENTE – Henrique Castriciano de Souza; Secretário Geral – Luís Câmara Cascudo; 1º Secretário – Edgar Barbosa; 2º Secretário – Aderbal de França; e TESOUREIRO – Clementino Câmara. Em 28 de novembro de 1936 o acadêmico Câmara Cascudo submete ao julgamento da Academia quatro propostas de lema, organizados pelo padre Luiz Monte, sendo o primeiro: Ad lucen versus, o segundo: Dúcitir in altuin; o terceiro: Viteus lumi, sidera corpe; o quarto: Tellus premat, artus, thahant sidera vérticem. Depois de discutidos, é aceito o primeiro, que significa em direção à luz (rumo à luz, em busca da luz), segundo tradução da ilustre e eficiente Secretária da ANL, senhora Sônia Cavalcante.Somente na Sessão de 27 de abril de 1937, após algumas modificações, foi determinada a relação dos 25 fundadores que escolheram os seus respectivos patronos:
DA CONSTRUÇÃO DA SEDE DA ANL
Em reunião no dia 23 de janeiro de 1958, é comunicado que o prefeito Djalma Maranhão e a Câmara de Vereadores de Natal revalidaram a doação de terreno da Praça Tomás de Araújo, ao mesmo tempo em que autorizaram a venda do referido imóvel para iniciar a construção da sua sede própria. O presidente Manuel Rodrigues de Melo, comunicou que havia feito proposta à Federação do Comércio do Rio Grande do Norte no valor de Cr$ 500.000,00 e havia recebido contraproposta do seu presidente, Jessé Pinto Freire (Macaíba, 19/11/1918, Rio de Janeiro, 13/10/1980), no valor de Cr$ 300.000,00, a qual, após algumas discussões, foi aprovada.
Reeleito presidente em 30 de janeiro de 1958, o acadêmico Manuel Rodrigues de Melo iniciou a construção, na Rua Mipibu, 443, do prédio da Academia Norte-rio-grandense de Letras, com apoio do Governador Dinarte Mariz.
Em 27 de julho de 1963, sob a presidência de Manuel Rodrigues de Melo, os acadêmicos reuniram-se na Biblioteca do novo prédio. O presidente relatou sobre a construção. “O edifício de dois pavimentos está assim dividida: Térreo – biblioteca; museu de arte, auditório, compreendendo esse, por sua vez, teatro escola, cinema educativo, conferências, etc; secretaria, tesouraria, contadoria, discoteca, contadoria, discoteca e bar. Pavimento Superior – sala da presidência, sala da presidência, sala dos acadêmicos e salão nobre, destinado esse exclusivamente às sessões públicas da Academia”.
Nos dias 5 e 6 de setembro de 1964, em solenidades oficiais, foi instalada a maior parte da Academia. As obras foram concluídas no governo do saudoso Aluízio Alves, que prestou todo o apoio necessário.
As obras da sede própria foram iniciadas em 1958, concluindo-se 12 anos depois, cuja inauguração da sede, devidamente mobiliada, ocorreu a 23 de janeiro de 1976, na presidência de Manoel Rodrigues de Melo.
O acadêmico Manoel Rodrigues de Melo construiu a sede própria da ANL e foi o seu presidente durante 21 anos.
A Biblioteca da ANL, está aberta a pesquisadores, estudantes e interessados.
A primeira mulher a pertencer à ANL foi a assuense Maria Carolina Wanderlei , natural de Assu, filha do professor Luiz Carlos Lins Wanderley e Maria Amélia Wanderley na Cadeira nº 6, cujo patrono é é o seu avô Luís Carlos Wanderley, natural de Assu, nascido a.... filho de Luiz Sócrates Wanderley Filho e Maria Emilia Tavares Wanderley
Patronos:
01 – Frei Miguel Joaquim de Almeida e Castro – Padre Miguelinho
02 – Nísia Floresta Brasileira Augusta
03 - Felipe Néri de Carvalho e Silva
04 – Lourival Lucena –
05 - José Moreira Brandão Castelo Branco
06 – Luis Carlos Wanderlei
07 – Manoel Ferreira Nobre
08 – Isabel Gondim
09 – Almino Alves Afonso
10 – Elias Souto
11 – João Maria
12 – Amaro Cavalcanti de Albuquerque
13 – Luiz Fernandes
14 – Joaquim Fagundes
15 – Pedro Velho
16 – Segundo Wanderley
17 – Francisco de Souza Ribeiro Dantas
18 – Augusto Severo
19 – Ferreira Itajubá
20 – Auta de Souza
21 – Antonio MARINHO
22 – Leão Fernandes
23 – Antonio Glicério
24 – Gotardo Neto
25 – Ponciano Barbosa
26 – Manoel Dantas
27 – Aurélio Pinheiro
28 – Padre João Manoel
29 – Armando Seabra
30 – Monsenhor Augusto Franklin
31 – Padre Brito Guerra
32 – Francisco Fausto
33 –Tonheca Dantas
34 – José da Penha
35 – Juvenal Antunes
36 – Benício Filho
37 – Jorge Fernandes
38 – Luís Antonio
39 – Antonio Damasceno Bezerra
40 – Afonso Bezerra
PRIMEIRO OCUPANTE
01 - Adauto Miranda Raposo Câmara
02 – Henrique Castriciano de Souza
03 - Otto de Brito Guerra
04 – Virgílio Galvão Bezerra da Trindade
05 - Edgar Ferreira Barbosa
06 – Carolina Wanderleu
07 – Antonio Soares
08 – Matias Maciel Filho
09 – Nestor Lima
10 – Bruno Pereira
11 – Januário Cicco
12 – JUVENAL Lamartine
13 – Luís da Câmara Cascudo
14 – Antonio Fagundes
15 – Sebastião Fernandes
16 – Francisco Palma
17 – Dioclécio D. Duarte
18 – VALDEMAR DE Almeida
19 – Clementino CÂMARA
20 – Palmira Vanderlei
21 – Floriano Cavalcanti
22 – Padre Luís Monte
23 – Bezerra Júnior
24 – Francisco Ivo Cavalcanti
25 – Aderbal de França
26 – José Augusto Bezerra de MEDEIROS
27 – Américo de Oliveira Costa
28 – Paulo Pinheiro de Viveiros
29 – Esmeraldo Siqueira
30 – Manoel Rodrigues de Melo
31 – José Melquíades
32 – Tércio Rosado Maia
33 – Osvaldo de Souza
34 – Alvanar Furtado
35 – Edinor Avelino
36 – João Medeiros Filho
37 – Newton Navarro
38 – José Tavares
39 – Raimundo Nonato Fernandes
40 – Sanderson Negreiros
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